ANO PAULINO NA ARQUIDIOCESE
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Ano Paulino |
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Artigos
Início da evangelização na Europa
Recuperada a saúde, Paulo deixa a região dos gálatas e se dirige para Trôade,
que é um porto de mar. É possível que neste porto tenham encontrado São
Lucas, que passou a integrar a equipe missionária. Dizem isto porque em Atos
16,11 quem escreve começa a usar a primeira pessoa do plural “nós”. É a
primeira “seção nós” dos Atos dos Apóstolos. Normalmente, o autor escreve
dizendo que “eles” fizeram isto ou aquilo. Aqui ele diz: “Nós embarcamos...
nós seguimos para ...” Isto dá a entender que quem escreve estava junto. Se
São Lucas é o autor dos Atos, ele estaria descrevendo acontecimentos dos
quais participou. Há outras opiniões, porém. Alguns estudiosos pensam que
quem escreve um tipo de Diário de Viagem de Paulo foi seu companheiro Silas.
De qualquer forma, a equipe missionária que embarca em Trôade é constituída
de Paulo, Silas e Timóteo, e talvez, Lucas. Vão para a Macedônia. A
Macedônia é a terra de Alexandre Magno. Paulo e seus companheiros vão
evangelizar duas cidades desta região, e é o início da evangelização na
Europa. A primeira cidade é Filipos e a segunda, Tessalônica. Os
missionários devem ter permanecido aproximadamente um ano em cada cidade. O
trabalho foi extenso e profundo e dele resultaram duas belas comunidades.
Filipos era habitada por romanos veteranos de guerra, além da população
local. Era uma cidade militar, importante, com longa história. Não tinha uma
sinagoga porque os judeus não eram numerosos nesse lugar, mas tinham um
local de culto, à beira de um rio fora da cidade. Ao lado de Filipos passava
a importante estrada romana chamada Via Egnatia. Quando algum viajante
viajante judeu passava por ali na véspera do sábado, parava, se hospedava em
algum lugar e e reunia com outros judeus ou pagãos que aceitavam o
judaísmo para rezarem juntos. Passado o sábado, o viajante seguia adiante.
Paulo e seus companheiros foram a esse lugar e, no dia de sábado,
encontraram em oração um pequeno grupo de mulheres. Os quatro missionários
se uniram a elas para rezarem e depois conversarem. O anúncio foi feito com
bom resultado. Entre as senhoras que se converteram, estava Lídia, a
purpurária. Era uma comerciante de tecido em púrpura. Vinha de Tiatira e
tinha em Filipos uma casa, certamente por causa do comércio que desenvolvia.
Esta casa se tornou o centro da primeira Igreja de Filipos, uma comunidade
muito querida de Paulo, muito fiel, que ajudou Paulo em todas as suas
necessidades e lhe deu muita alegria. Usando um pouco da imaginação e
atualizando meio sem jeito esta cena, podemos ver um grupo de excelentes
senhoras do Apostolado da Oração judaico, que rezam e proseiam, visitadas
por quatro cardeais, dom Paulo, dom Silas, dom Timóteo e dom Lucas, que se
sentam com elas à beira do rio, rezam juntos, também proseiam, e daí surge
uma bela comunidade cristã. Vale a pena sentar-se em pé de igualdade para
anunciar as maravilhas do Senhor Ressuscitado. A evangelização de Filipos
teve também seus momentos duros e difíceis. Paulo e Silas, acusados de
subversão social, foram açoitados pelos soldados romanos e colocados numa
cela escura, presos na parede com correntes. Durante a noite, com tudo o que
sofreram, não choravam nem gritavam. Eles cantavam! O carcereiro ouviu e se
converteu com toda a sua família. Houve um terremoto, que foi um sinal de
Deus. Essa experiência de sofrimento podia ter desanimado aqueles
missionários. Foi a primeira experiência forte de rejeição, e baseada numa
mentira. Eles não estavam perturbando a ordem social. Paulo tinha curado uma
menina que era médium e fazia adivinhações. Como era escrava, tudo o que
ganhava ficava com seus donos, que tiveram um grande prejuízo com a sua
cura. Nada mais fácil para se vingar do que levar os missionários diante dos
militares e acusá-los de perturbar a cidade. Quantas vezes isso já não
aconteceu entre nós! Paulo podia ter desistido, ter voltado para casa,
desiludido com a missão! Podia, mas não fez! Seguiu para Tessalônica.
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2008 - 2009 |