Home Contato mapa site

Arcebispo

Cúria

Eventos

Guia

História

Imprensa

Notícias

Organismos

 

Centenário da Arquidiocese de São Paulo

    Ano Paulino

    Arquivo Metropolitano

    Artigos

    Bispos e Arcebispos

    Catedral da Sé

    Ceat

    Cemitério Gethsêmani

    Centenário Arquidiocese

    Clero

    Cursos de Formação

    Dízimo

    Documentos

    Ecologia

    Folheto Povo de Deus

    Galeria de Fotos

    Jornal O São Paulo

    Liturgia

    Liturgia do Dia

    Paróquias

    Pascom

    Pastorais

    Rádio 9 de Julho

    Regiões Episcopais

    Santo do Dia

    Tribunal Eclesiástico

    Vicariato da Comunicação

    Vicariato do Povo de Rua

    Vicariato dos Construtores
 da Sociedade

    Vídeos

    Vocações Pastoral Vocacional

    Vaticano

    CNBB

 

 

 

 

Monsenhor Trivinho conta detalhes sobre o primeiro arcebispo

 

Luciney Martins/O SÃO PAULO

Monsenhor Trivinho, que nasceu 3 anos após criação da Arquidiocese

 

Felizmente a história dos inícios de nossa Arquidiocese está bem documentada. Não faltam no Arquivo Metropolitano de São Paulo documentos relatando o trabalho imenso de dom Duarte Leopoldo e Silva para colocar a nova Arquidiocese no rumo do futuro. Dom Duarte cunhou no seu brasão episcopal o lema que iria nortear se ofício de pastor. “Firmitas et auctoritas” – Firmeza e autoridade.

De fato, foi com firmeza e autoridade que ele cuidou de tantas coisas, como organizar o Arquivo Metropolitano, tocar as obras da Catedral da Sé, construir o Seminário do Ipiranga, acolher congregações religiosas, criar novas paróquias e tantas outras realizações que atravessaram o século 20 e agora se lançam pelo século 21 afora.

Se não faltam documentos relatando a firmeza e a autoridade de dom Duarte, também não faltam testemunhas vivas do seu episcopado. Uma delas é monsenhor Antonio Trivinho, que por um mês secretariou o primeiro arcebispo e depois colaborou com os demais que vieram depôs. Cônego Trivinho, nasceu no dia dez de março de 1911, três anos depois da elevação da diocese de São Paulo a Arquidiocese.

Em 1924 ele entrou para o seminário de Pirapora. Em dezembro de 1936, ordenou- se padre. Portanto, dos cem anos da Arquidiocese ele viveu e participou ativamente da caminhada dela 89 anos.

O jornal O SÃO PAULO tinha que ouvir monsenhor Trivinho. E ouviu! Para ele, se existe alguém que escolheu um lema de vida e o viveu intensamente foi o primeiro arcebispo de São Paulo. “Firmeza e autoridade” era o lema. “E ele foi homem de muita firmeza e autoridade” garante monsenhor Trivinho, e já vem logo com uma história curiosa. Foi assim:

Durante a revolução de 1932, para circular pelo Estado de São Paulo era necessário um salvo conduto. Em certa ocasião, dom Duarte Leopoldo e Silva descansava numa casa de veraneio da Arquidiocese, em Santos. Monsenhor Trivinho estava com ele. Subindo de carro para São Paulo, um soldado pára o carro e pede o documento.

O jovem Trivinho, sem o seu salvo conduto, tenta explicar ao soldado que ali estava o arcebispo de São Paulo. A arcebispo pergunta então: “O que o soldado quer?” “O salvo conduto, explica Trivinho. Eu esqueci em Santos.” E o arcebispo: “Voltemos para pegá-lo. Lei é lei!”

“Outra vez, diz monsenhor Trivinho, eu estava ajudando-o numa missa. De repente percebi que ele tinha pulado um trecho da missa. Com muito receio avisei a ele: ‘Dom Duarte, o senhor pulou um trecho da missa’. ‘Não pulei, não!’ retrucou ele. Ele consultou, porém, o missal e prontamente declarou: “Pulei sim!” E voltou ao trecho que tinha pulado. Homem fino, bem educado, dom Duarte sabia também ser sensível. Conta monsenhor Trivinho que as refeições no palácio episcopal e na casa de veraneio em São Vicente eram feitas com requinte e fineza, fato que o deixava muito acanhado e... com fome.

Certa noite, após um daqueles jantares mais refinados, o jovem seminarista, de noite, fez uma incursão na cozinha com outro colega. Estavam eles matando a fome quando entra o arcebispo e os flagra assaltando a cozinha. “Desculpem- me, disse dom Duarte, vim pegar um copo d´água, porque me dói a cabeça.” No dia seguinte, durante o almoço diz dom Duarte: “Rapazes, vocês precisam se alimentar direito e sem receio, se não terão que ir à cozinha de noite para matar a fome”.

Homem de fé, dom Duarte, durante as férias, saía de carro pelas cidades de São Vicente. Cada vez que passava por uma Igreja, religiosamente ele dizia ao “chofer”: “Pare aqui! Vou fazer uma visita ao Santíssimo.” “Um dia ele entrou numa igreja no momento em que o padre fazia o sermão. “O pobre padre ao ver o arcebispo na sua igreja não conseguiu mais falar. Perdeu totalmente o fio da meada.”

Monsenhor Trivinho conta mais um fato curioso. “Grande pregador, dom Duarte escrevia os seus sermões e os decorava. Certamente no Arquivo podem ser encontrados seus sermões.” E monsenhor Trivinho acrescenta: Tímido como eu era, assim que me ordenei padre, dois anos antes de dom Duarte morrer, fui a ele e falei de minha dificuldade em falar em público. E ele me aconselhou: “Escreva seus sermões e os decore!”

Monsenhor Trivinho conclui: “Dom Duarte foi o arcebispo certo para a Arquidiocese que começava. Era o tempo dos barões do café e ele soube lidar com eles para o bem da Igreja”.

 

fonte: Jornal O São Paulo

 

 

>> Oração do Centenário

Dom Odilo convoca para celebração do Centenário

Arquidiocese foi criada
por razões territorial

Dom Duarte
foi primeiro arcebispo

Dom Odilo recebe o pálio 88 anos depois de dom Duarte

Arquivo Metropolitano
registra caminhada

Seminários diocesanos se transformam em provinciais

Dom Duarte
funda seminário

Arquidiocese tem uma santa
em sua história

Mons.Trivinho
conta detalhes sobre o primeiro arcebispo

Romaria da Arquidiocese de São Paulo à Aparecida

Dom Duarte fala sobre a criação da Arquidiocese

Cabido é reestruturado na Arquidiocese

Dom Duarte criou a Liga das Senhoras Católicas

Para nova Arquidiocese, nova catedral foi erguida

Várias igrejas serviram de catedral provisória

Cardeal Arns, esta Igreja centenária o ama muito

Sagrada Família de Bordeaux chega à Arquidiocese