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Centenário da Arquidiocese de São Paulo |
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Dom Duarte criou a Liga das Senhoras Católicas
Nesta coluna dedicada a fazer memória dos cem anos da Arquidiocese de São Paulo, estamos nos detendo por um tempo mais longo sobre o arcebispado de dom Duarte Leopoldo e Silva por duas razões muito forte. A primeira é que o arcebispado de dom Duarte foi o mais longo. A segunda é que dom Duarte soube com um dinamismo incrível, preparar a nova Arquidiocese que nascia para que ela tivesse uma boa estrutura que marcasse no futuro a presença da Igreja na cidade de São Paulo. Nesta edição, queremos lembrar a criação da Liga das Senhoras Católicas que tanto bem vem fazendo, contribuindo, desde 1920, "com ações sócio educativas para conscientizar crianças, jovens e adultos de sua dignidade e de seu potencial transformador". As informações aqui apresentadas foram copiladas do site desta entidade. Quando dom Duarte propôs a criação da Liga das Senhoras Católicas, a aceitação foi imediata, até porque já existia em São Paulo, em 1920, uma Liga das Mães Católicas que, como o nome indica, era destinada a evangelização da família. Foi esse grupo que, a partir de 1921, conforme pediu dom Duarte, passou a chamar-se Liga as Senhoras Católicas. O coração do zeloso arcebispo quis a associação voltada para o desenvolvimento da ação social católica proporcionando à mulher a "oportunidade de lazer, conhecimentos científicos, literários e artísticos, aliada a assistência espiritual e temporal." A oficialização da entidade aconteceu em 10 de março de 1923. Ela ganhou contornos legais com a criação de seu primeiro estatuto e registro em cartório. Ainda naquele mesmo ano a Liga já mostrou sua vocação de serviço a criar o departamento e Auxílio Social. No ano seguinte, é fundada a Escola de Economia Doméstica, voltada para o preparo de meninas de todas as camadas sociais. E vieram mais tarde outros serviços. A Liga das Senhoras Católicas criou um restaurante exclusivo para mulheres, com preços populares para as jovens que trabalhavam no comércio do Centro de São Paulo. Na revolução de 1932, ainda sob o arcebispado de dom Duarte, a Liga das Senhoras Católicas se fez presente com o Posto Piratininga, para socorrer os soldados combatentes e coletar sangue para os hospitais. Este Posto depois se transformou em Departamento de Assistência à Família dos Combatentes que aparou órfãos, mutilados e viúvas. A Liga das Senhoras Católicas de São Paulo, conforme se lê em seus estatutos, "é uma sociedade civil de direito privado, de assistência social e fins filantrópicos, reconhecida de Utilidade Pública Federal, Estadual e Municipal". Sua história de 80 anos mostra uma atividade constante voltada para a promoção humana e o socorro da infância e adolescência, da juventude e também dos adultos e idosos. Esta vocação de serviço mereceu o reconhecimento da sociedade, uma vez que em 1997 e 2000 e 2006 a Liga das Senhoras Católicas foi contemplada com o prêmio "Bem Eficiente da Kanitz Associados". A Liga figura entre as 50 entidades beneficentes melhor administradas do Brasil. Hoje a Liga atende a diferentes comunidades de São Paulo oferecendo em Centros de Educa;ao Infantil e no Educandário Dom Duarte, educação formal, educação continuada (esportes, artes e extensão curricular), formação profissional, alimentação, recreação, assistência médica, orientação psico-pedagógica; orientação à comunidade, programas de saúde, programas para a terceira idade e assistência a idosos. Neste trabalho atuam 200 voluntários e mais de 725 colaboradores que atendem diretamente por mês três mil pessoas e indiretamente seis mil pessoas por mês. Na Liga, unidades chamadas de Provedoras coletam os recursos para manter as seis Unidades Assistenciais. As entidades provedoras são o Colégio Santa Amália 1 e 2, o Lar Sant´Ana, o Recanto Monte Alegre, Plaza 50 e Flat residência e Residência Capote Valente.. Cerca de 3% dos recursos necessários para manter as Unidades Assistidas vêm destas Unidades Provedoras. Como se percebe, os recursos gerados não são suficientes, mas a entidade batalha pela sua auto-suficiência financeira e conta com a participação da sociedade, com o trabalho voluntário, com doações para atingi-la.
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