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Centenário da Arquidiocese de São Paulo |
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Por dom Duarte, Sagrada Família de Bordeaux chega à Arquidiocese
Assistidos pela Sagrada Família de Bordeaux nos anos 60 em Minas
Um outro aspecto interessante do arcebispado de dom Duarte Leopoldo e Silva foi a sua preocupação de enriquecer a Igreja de São Paulo com religiosos e religiosas. Algumas dessas congregações estão completando o seu jubileu de ouro de presença no Brasil juntamente com o centenário da Arquidiocese. O incansável arcebispo entendeu logo que esta cidade iria precisar mesmo desses homens e mulheres que assumem os conselhos evangélicos da obediência, castidade e pobreza e se tornam sinais do Cristo salvador no campo da educação, da promoção social e do acolhimento aos pequenos e pobres. Os netos de escravos necessitavam de acolhimento? Dom Duarte criou para eles o Instituto Sagrada Família e foi buscar as irmãzinhas da Imaculada. E Madre Paulina, a primeira santa a viver no Brasil, veio junto para São Paulo. Religiosas sacramentinas se instalaram em São Paulo em 1921. O Mosteiro das Carmelitas, em 1932. Os padres sacramentinos iniciaram a Obra da Adoração Perpétua em 1933. E assim os religiosos todos foram chegando, dedicando-se à educação, à saúde. Leprosário Santo Ângelo, Asilo Terezinha do Menino Jesus, Instituto Padre Chico, Escolas Populares, Colégio Arquidiocesano são todos testemunhos do zelo apostólico do primeiro arcebispo. Na semana que passou, chegou à Redação de O SÃO PAULO uma cartinha com um pedido irrecusável. As irmãs do Instituto da Sagrada Família de Bordeaux pedem que se lembre que elas estão preparando o centenário de sua presença em São Paulo e no Brasil. Elas chegaram, portanto, quando a diocese de São Paulo começava sua caminhada como Arquidiocese. Num breve resumo de sua bonita história, lemos que a Associação da Sagrada Família nasceu em 1820, na França, na cidade de Bordeaux, de onde vem o seu nome. O grupo, que se iniciou humilde, cresceu e se expandiu pela França, Bélgica, Espanha e outros países, sempre levando a boa nova do Evangelho, tendo como modelos a Sagrada Família de Nazaré e as primeiras comunidades cristãs. Hoje, está em 24 países, nos quatro continentes, onde quer ser uma presença de simplicidade e de fé. Padre Pedro Benvindo Noailles, sacerdote diocesano, é seu fundador. A primazia de Deus e o serviço aos irmãos é seu projeto de vida e também a proposta que convoca e motiva os membros dessa família religiosa. Eles querem aprofundar e estendera fé em todos os ambiente. Querem fazer da família humana a “Família dos filhos e filhas de Deus”. O carisma da Associação da Sagrada Família reúne leigos, sacerdotes seculares, consagradas, religiosas apostólicas e religiosas contemplativas. A Sagrada Família de Bordeaux chegou ao Brasil em 1908, em São Paulo, e já se instalou na Paróquia Nossa Senhora da Consolação, onde permaneceria até os anos 1960. Da capital paulista, ela se expandiu por todo o Brasil. Seus membros se fazem presentes em São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Rio de Janeiro e Goiás, sempre ao lado dos mais pobres, doentes, excluídos, tanto nas periferias das grandes cidades, como nas pequenas cidades e no meio rural. Vamos encontrar as irmãs na Pastoral da Criança, junto aos enfermos, aos jovens, na Pastoral Litúrgica, na formação de leigos, na animação de comunidades paroquiais, na educação formal e informal, em trabalhos sociais com idosos, crianças carentes, mulheres e pessoas em situação de rua. s irmãs da Sagrada Família de Bordeuax preparam o centenário de sua chegada ao Brasil – a festa da Arquidiocese é delas também.
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