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Campanha do Dízimo

Setembro 2004/Agosto 2005

Enchei os jarros de água


Setembro é o mês da Bíblia e, não por acaso, o mês do Dízimo. A experiência do povo de Deus no relacionamento com seu Senhor encontrada na Bíblia mostra inúmeras passagens sobre o ato de oferecer o Dízimo como atitude de gratidão e justiça. O Dízimo é bíblico e “redescoberto” pela Igreja como o meio mais digno para manter suas atividades de culto, de missão e de caridade.
Por isso, mais uma vez, a Pastoral Arquidiocesana do Dízimo promove sua campanha, neste ano com o lema: “Enchei os jarros de água...”(Jo 2, 1-11).
Todas as paróquias da Arquidiocese de São Paulo estarão refletindo em unidade, durante todo o mês de setembro, por meio dos folhetos especiais sobre o Dízimo (um para cada domingo) e do folheto litúrgico POVO DE DEUS, com mensagens alusivas ao Dízimo, que serão distribuídos em todos os finais de semana do mês.

Dias 04 e 05: Dízimo e a alegria no seio da família de Deus.

Dias 11 e 12: Dízimo e a gratuidade dos dons de Deus.

Dias 18 e 19: Dízimo e a água da renovação.

Dias 25 e 26: Dízimo – Anúncio, Serviço, Diálogo,Testemunho, Vida.



Nosso lema objetivou manter em pauta a importância da água, cujo problema de escassez foi levantado e amplamente discutido durante a Campanha da Fraternidade 2004, que se ocupou do tema. É mais uma oportunidade de reflexão, para que continuemos vigilantes quanto ao uso racional e respeitoso deste precioso dom, e para que não se percam os frutos da CF.
Os textos desenvolvidos foram buscar no Evangelho momentos marcantes da vida de Jesus, onde a água participa como sinal visível do amor de Deus, como hoje participa dos sacramentos, tal a sua importância.
A cada acontecimento narrado, Jesus testemunha o amor incondicional do Pai. Estabelecer um paralelo com o Dízimo foi uma conseqüência natural e imediata. Que outra forma haveria para manifestar, concretamente, nossa gratidão a Deus e retribuir a esse amor, senão pela partilha? E ao colaborar para que a Igreja possa cumprir a missão que lhe foi confiada por Cristo, estamos demonstrando nossa fidelidade ao projeto de Deus.

Maria do Carmo de Souza - Coordenadora
Carlos Roberto Marques - Assistente de Formação

 

Mensagem do Primeiro Domingo

 DÍZIMO E A ALEGRIA NO SEIO DA FAMÍLIA DE DEUS
Setembro, mês do dízimo
O lema da Campanha da Fraternidade 2004 – “Água, fonte de vida” – inspirou-nos a refletir, neste mês de setembro, sobre o dízimo também como fonte de vida, lembrando aos fiéis sua co-responsabilidade na construção do Reino.

Água nossa de cada dia...
A água está presente em toda a história da criação e participa de momentos importantes da vida e paixão de Jesus, desde seu batismo até o instante em que, na cruz, o soldado lhe fere o peito com a lança, fazendo jorrar sangue e água.

Cada um faça a sua parte
Nas bodas de Caná, Jesus pediu para encherem com água os jarros, para transformá-la em vinho e garantir a continuidade da alegria da festa. Permitiu com isso que o homem tivesse também a alegria e a honra de cooperar para o milagre. A água é, assim, fonte de vida e fonte de alegria. O dízimo também.

Mais se alegra quem oferta
Na evangelização e nos sacramentos, a Igreja alimenta a vida espiritual do povo de Deus; na caridade, promove a vida com a assistência material aos pobres e necessitados. É nosso dízimo transformado em vida; é a porção de vida ofertada no dízimo que nos dá a alegria da participação. É essa alegria que deve motivar-nos a contribuir para que o milagre aconteça, fazendo o que Jesus nos pede: “Enchei os jarros de água”(Jo 2,7).

 

  

Mensagem do Segundo Domingo

 DÍZIMO E A GRATUIDADE DOS DONS DE DEUS
Bem-aventurados os misericordiosos... (Mt 5,7)
Nem sempre estamos atentos aos dons, aos presentes que Deus gratuitamente nos dá. Pior! Poucas vezes encontramos a forma justa de agradecer. A essa gratuidade deve corresponder nossa generosidade. “Vinde, benditos de meu Pai, (...) pois tive sede e me destes de beber (...)” E perguntarão: Quando foi que te fizemos tudo isto? Responderá Jesus: “Todas as vezes que fizestes isto a cada um destes meus irmãos mais pequeninos foi a mim mesmo que o fizestes” (Mt 25,31-40).

Mostra-me a tua fé sem obras... (Tiago 2,18)
O nosso dízimo chega a esses pequeninos tanto pelas ações pastorais como pelos trabalhos de assistência social da Igreja; sacia-lhes a sede da alma e a sede do corpo; favorece-lhes a saúde física e espiritual. É, assim, um gesto concreto, visível, de agradecimento.

Eu quero o amor mais que os sacrifícios (Oséias 6,6)
O reconhecimento ao amor de Deus e a alegria estão na partilha que beneficia o irmão. Ao estarmos saciados não podemos esquecer dos carentes e marginalizados. Nosso dízimo será aquela água colocada à disposição de Jesus para transformá-la no vinho da alegria. Por isso, “Enchei os jarros de água”(Jo 2,7). É esta a nossa participação.

 

 

Mensagem do Terceiro Domingo

 DÍZIMO E A ÁGUA DA RENOVAÇÃO
A vida provém da água
A água vivamente se manifesta na vida de Jesus e de cada um de nós. Na água do ventre materno somos gerados e na água do batismo renascemos para Deus. O próprio Jesus, mesmo na condição de filho unigênito, enviado de Deus, fez-se batizar por João para, só então, dar início ao seu ministério.

Como o Pai me enviou, assim também eu vos envio... Recebei o Espírito Santo (Jo 20,21)
Torna-nos o batismo membros do Corpo de Cristo (ICor 12,13). Paulo ainda diz: “Ele nos salvou mediante o batismo de regeneração e renovação, pelo Espírito Santo” (Tit 3,5). A água do batismo nos purifica, nos renova, e também nos vincula a um compromisso: como membros, contribuir para que a Igreja dê continuidade à missão que recebeu de Jesus para a divulgação do Evangelho e a construção do Reino de Deus.

A missão da Igreja é também nossa missão
O dízimo é uma forma eficaz de cumprirmos esse compromisso. Ao entregá-lo estamos dando dos frutos pelos quais dedicamos parte de nossa vida em trabalho. Ele é, portanto, um pouco de nós mesmos. O nosso dízimo fortalece as pastorais e anima suas ações; libera-as das amarras da dependência de favores, esmolas e outros meios de obtenção de recursos; vivifica-as. Transformado em Evangelho e pão, é nossa vida transformada em vida, é água dando e renovando energia. É trabalho. Seu dízimo é sua parte nessa renovação. “Enchei os jarros de água”(Jo 2,7), participe.

 

  

Mensagem do Quarto Domingo

 DÍZIMO – ANÚNCIO, SERVIÇO, DIÁLOGO, TESTEMUNHO, VIDA
Não amemos com palavras, mas por atos e em verdade (I Jo 3,8)
A oferta do dízimo é um preceito bíblico que se justifica no reconhecimento da ação de Deus em nossa vida. Deve ser, pois, gratidão e amor, nunca simplesmente obrigação. É também a maneira de cada batizado, cada membro da família de Deus, participar da missão da Igreja, este corpo místico de Cristo, na evangelização e na caridade.

Em cada irmão sedento está Jesus
À beira do poço de Jacó, Jesus sentou-se. Fatigado, ousou pedir à mulher que chegara um pouco da água que iria tirar. Surpreendeu-se a mulher, pois judeus e samaritanos sequer se falavam. Em meio ao diálogo que se seguiu, Jesus apresenta-se como fonte de água viva e a mulher acaba por identificá-lo como o Messias e dá testemunho a outros samaritamos, que também crêem (Jo 4,1-42). Vem a água novamente marcar um momento importante na vida de Jesus. Num rápido instante, é quebrado um preconceito, aproximam-se, comunicam-se; e ele anuncia-se Filho de Deus.

Revesti-vos da caridade, que é o vínculo da perfeição (Col 3,14)
A água proporcionou ali um feliz e frutífero encontro. Que nosso dízimo também dê frutos: nos aproxime dos irmãos; sacie a sede espiritual do povo de Deus; apresente Jesus Salvador a todas as pessoas; permita, pelas ações assistenciais da Igreja, que um maior número tenha acesso à água viva do conhecimento, água viva da saúde, das oportunidades, da justiça social. “Enchei os jarros de água”(Jo 2,7), cada um faça a sua parte segundo suas possibilidades.

 

 

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