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COMPROMISSOS DA PASTORAL DA ECOLOGIA

 

A Pastoral da Ecologia da Arquidiocese de São Paulo proclama seu compromisso de defender o Meio Ambiente, especialmente a Água, as nascentes e os mananciais, a vegetação, o ar, combatendo a poluição em todos os sentidos: visual, auditiva, do olfato. Compromissos:

1.      Economizar água em casa. Para isso é preciso:

-         tomar banhos mais rápidos; não deixar a torneira aberta ao escovar os dentes ou barbear-se;

-         não usar o vaso sanitário como cinzeiro ou lixeira;

-         não lavar calçadas com jato d’água mas sim com vassoura; não deixar a mangueira aberta enquanto se esfrega com a vassoura;

2.      Não impermeabilizar o solo. Para isso é preciso:

-         Não cimentar todo o quintal. As garagens e quintais podem ser intercaladas com lajotas, separadas com grama e plantas. Sempre é possível descimentar uma parte do quintal;

-         Lutar para que os estacionamentos e os espaços públicos de supermercados, rodoviárias, Igrejas, etc ... não sejam completamente cimentados;

3. Plantar árvores: em frente das casas, nos quintais, nas calçadas, nos parques, jardins, avenidas;

-         exigir do poder público o plantio de árvores na cidade;

-         ajudar o poder público a coibir a ação de grileiros e seus loteamentos em mananciais, matas e áreas de risco;

-         combater o desmatamento no campo;

4.      Encaminhar devidamente o lixo:

-         nunca jogar lixo na rua, na calçada, nos jardins, nos parques, campos, etc - procurar o cesto mais próximo ou guardar na bolsa até encontrar o lugar adequado;

-         fazer a coleta seletiva, isto é nunca misturar o lixo orgânico (restos de comida, terra, plantas) com o que não é orgânico (latinhas, vidro, plástico, garrafas em geral);

-         o material não-orgânico pode ser encaminhado para as cooperativas de reciclagem ou para os catadores com suas carrocinhas;

-         latas, plásticos, vidros, papéis, etc podem ser utilizados para artesanato;

5.      Defender a ÁGUA, salvando as nascentes e os rios:

-         Conscientização: desenvolver na população uma cultura de maior respeito pela água e melhor administração do patrimônio hídrico do planeta;

-         “preservar ou replantar as matas ciliares, isto é, as matas que margeiam os rios, lagos e nascentes. Essa vegetação evita a demasiada evaporação das águas da chuva, fazendo com que as águas penetrem no solo e cheguem aos lençóis freáticos, de onde brotarão as nascentes e fontes que formam os rios” (Dom Cláudio Hummes, Folha SP 11.04.04);

-         “Como recuperar um rio? Formando matas ciliares; conservando as matas no topo dos morros; mantendo a cobertura vegetal adequada ao relevo; fazendo práticas de conservação de solo exigidas; tratando de esgoto doméstico e os esgotos industriais; depositando o lixo em lugares apropriados” (informações do folheto ‘Para proteger o rio’, da Emater/MG);

-         Exigir dos órgãos competentes a recuperação das áreas devastadas;

-         Nossa atitude para com a água: não poluir, não desperdiçar, não privatizar;

6.      Lutar pela preservação:

-         da Mata Atlântica dentro e em volta da Cidade de São Paulo;

-         das represas Billings e Guarapiranga (Zona Sul);

-         da Serra da Cantareira (Zona Norte);

7.      Lutar pela implantação de Centros de Educação Ambiental. Através deles:

-         conhecer os CEAs que já existem e lutar por outros;

-         educar as crianças e os jovens para o amor à natureza e o cuidado com o ecossistema;

-         promover atividades concretas em que as crianças, os jovens e a comunidade se envolvam em ações de preservação: passeios ciclísticos, limpeza de praças e avenidas, coleta de material reciclável ....

A luta está començando e, por meio dela, vencerá a cidadania e o espírito cristão. Não somos felizes pelo que desenfreadamente consumimos, mas pelo que preservarmos para as futuras gerações, que merecem melhor qualidade de vida a partir dos princípios éticos e espirituais. A natureza é sagrada, por isso Jesus disse: “olhai as aves do céu: não semeiam, nem colhem, nem ajuntam em celeiros. E, no entanto, vosso Pai celeste as alimenta ... Aprendei das flores do campo, como crescem. Elas não trabalham nem tecem; no entanto nem Salomão, em todo o seu esplendor, se vestiu como um deles” (Mt 6,26.28).

Caminhada ao Morro do Cruzeiro

S. Paulo, 24 de abril de 2004

.: I. Princípios teológicos

.: II. Objetivos

.: III. Problemas ambientais da cidade de São Paulo

.: IV. Propostas de Ação

.: O que é?

.: Qual o objetivo?

.: Quem são os agentes humanos e sociais?

.: Para quê? Que resultados pretende obter?

.: Quem é o público alvo?

.: Atividades pastoral da ecologia – Região Belém

.: Compromissos da Pastoral da Ecologia

.: Carta ao Governador - 2 de maio de 2004

.: Santa Sé - «Decálogo católico» sobre ética e meio ambiente

.: Saber Cuidar - Leonardo Boff