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Notícias
Via-Sacra da Criança
e Adolescente reúne 2 mil em SP
ADILSON OLIVEIRA
O SÃO PAULO On Line,
no centro de SP
A Pastoral do Menor da
Arquidiocese de São Paulo realizou na manhã desta
sexta-feira, 30 de março, na praça da Sé (centro da capital
paulista), a Via-Sacra da Criança e do Adolescente.
O ato reuniu cerca de 2 mil participantes, que
reivindicaram do poder público ensino de qualidade,
vagas em creches, áreas de lazer e segurança, entre
outros direitos sociais.
Jovens da Brasilândia (zona
norte) – região apontada como uma das mais violentas
da cidade – leram manifesto para prestar
“solidariedade a todas as vítimas [de homicídos] e
seus familiares, exigir punições para os
responsáveis por todos os crimes e chamar toda a
comunidade para juntos virarmos esse jogo, a favor
da paz em nossa cidade”.
Nas encenações, as
crianças e adolescentes também pediram a preservação
da Amazônia – em sintonia com o tema da Campanha da
Fraternidade – e também da vegetação na metrópole.
“A nossa mata atlântica é muito mais destruída do
que a própria Amazônia”, disse o bispo auxiliar dom
Pedro Luiz Stringhini, que acompanhou a via-sacra,
da qual participaram também crianças guaranis da
tribo no Jaraguá (zona oeste da capital).
A Via-Sacra não
percorreu, como tradicionalmente, ruas do centro. A
Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) não
autorizou. Em discurso em tom indignado, padre Júlio
Lancellotti repudiou a proibição. A O SÃO PAULO, dom
Pedro, cuja bênção encerrou o ato, disse que a
Pastoral do Menor “acolheu a sugestão” do órgão da
prefeitura.
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