Semanário da Arquidiocese de São Paulo - Ano 53 • nº 2695 • 29 de abril de 2008

Edição 29.abr.2008

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Editorial

    

Vamos à casa de nossa Mãe; Ela nos aguarda para a festa

 

São muitas as razões para o Povo de Deus em São Paulo ir a Aparecida. Não bastasse o fato de nosso povo ir até Aparecida, convencido de que está indo à casa de sua mãe, neste domingo ele vai testemunhando participar de uma Igreja viva, nascida à sombra da cruz há 454 anos, feita diocese em 1545 e Arquidiocese cem anos atrás, em 1908. Ir em romaria a Aparecida é belíssima tradição da Igreja em São Paulo. Até porque Aparecida ertenceu à Arquidiocese  desde quando se tornou ponto de romaria. E continuou ligada a São Paulo quando, em 1908, embora territorialmente devesse se desmembrar da Arquidiocese, pela criação da nova Província Eclesiástica de São Paulo. Dom Duarte Leopoldo e Silva chamou para si a responsabilidade da administração do Santuário. Como esquecer os gestos de fé de todos os arcebispos de São Paulo pela padroeira do Brasil? Dom José Gaspar de Afonseca e Silva fez questão da presença da imagem de Nossa Senhora Aparecida no grandioso Congresso Eucarístico, a obra mais bonita de sua preocupação de  Pastor. O cardeal dom Carlos Carmelo de Vasconcelos Motta levou Nossa  Senhora ao centro da cidade para dedicar-lhe o Brasil em tempos de confusão social e política. Ele deu início às obras do atual  Santuário, e foi como arcebispo de Aparecida, junto da Mãe de Deus e do povo que ele terminou seus dias. Dom Agnelo manteve a belíssima tradição de ir com o povo à casa da padroeira do Brasil e lá dirigiu sua última mensagem antes de ir para Roma em nova missão que a Igreja lhe confiou. Dom Paulo Evaristo Arns se misturava aos romeiros na casa da Mãe. Rezava com eles e subia o morro do cruzeiro em via-sacra, meditando nas dores de Jesus, de sua mãe e nas dores do povo sob o peso de tantas cruzes. Não foi diferente com Dom Cláudio Hummes. E dom Odilo Pedro Scherer, querendo agradecer os cem anos da Arquidiocese, vai com sua Igreja em São Paulo em romaria, fazendo dela o primeiro grande ato popular comemorativo do centenário. Vamos pois a Mãe Aparecida. la nos  espera, como sempre, de braços abertos para a festa. O povo de Deus em São Paulo, disse uma vez o primeiro arcebispo, dom Duarte Leopoldo e Silva, “não é órfão de mãe”! Não somos mesmo, graças a Deus. Temos a ternura de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, mãe e padroeira do Brasil.

 

  

 

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