Semanário da Arquidiocese de São Paulo - Ano 53 • nº 2710 • 12 de agosto de 2008

Edição 12.ago.2008

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Padre Élio Vigo é promotor vocacional

(cvasp@uol.com.br)

 

Vocacionados (as) – todos chamados à vida e à missão

 

Jesus está nos convidando para assumir e participar da construção do seu Reino. Muitas são as tarefas. Há necessidade de muitos operários, de muitos trabalhadores especializados, de muitos e uma variedade de especialistas no cuidado para a implantação do Reino de Deus. As diferenças entre os primeiros e os atuais convocados para assumir uma vocação enriqueceu e enriquece o conjunto dos que são convocados. A diversidade de pessoas, de classes sociais e trabalhadoras que são chamadas e reorientadas para esse objetivo comum as modela e reorienta para o serviço, para a missão. Os que são chamados se tornam discípulos e missionários a serviço do Reino. No tempo da Igreja apostólica, os bispos dirigiam e presidiam o rebanho. Com a liberdade de culto e o crescimento das comunidades, as tarefas cresceram muito. Por necessidade, surgiram os presbíteros e diáconos. Desde o início, também foram instituídos e organizados vários outros ministérios. Tornar-se discípulo e missionário de Jesus Cristo é ter o mesmo cuidado e carinho que o Mestre teve com seu povo de Israel. Seu objetivo primeiro era: “Ide primeiro às ovelhas perdidas da casa de Israel”. Ainda hoje, há uma imensidão de gente que até já foi batizada, mas que ainda não foi evangelizada; que não conhece a própria Igreja, pouco sabe da Bíblia, dos evangelhos, vivendo uma fé infantil e ingênua. Jesus tinha compaixão daquele povo que estava sendo manipulado como massa de manobra e que tinha que servir a um dominador estrangeiro. A estratégia usada pelo Império Romano era a do pão, circo e religião. Liberdade desde que os interesses políticos e econômicos fossem atendidos. Podiam manter seu culto, suas tradições, desde que obedecessem às exigências do Império dominador e dos sacerdotes do templo. Jesus vai formando uma consciência crítica e combativa. Dá uma formação necessária a seus apóstolos para “abrir os olhos dos cegos e levantar os caídos”. A nova prática religiosa de Jesus e dos seus apóstolos exercia uma liderança que promovia uma libertação diferente do povo. As “armas” usadas nessa revolução foram o amor e o perdão. Eles conseguem desarmar os inimigos. O novo modo de vida dos  cristãos, a fé, a nova religião que foi se organizando a partir da política do projeto de Jesus para estabelecer o Reino de Deus são muito maiores e perenes que o Império Romano e que César. Levou Jesus à morte com uma condenação injusta, mas trouxe a vida nova com a vitória da ressurreição.

          

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