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Pastorais

Padre Élio Vigo é promotor vocacional
(cvasp@uol.com.br)
Vocacionados (as) – todos chamados à vida e à missão
Jesus está nos convidando para assumir e participar
da construção do seu Reino. Muitas são as tarefas.
Há necessidade de muitos operários, de muitos
trabalhadores especializados, de muitos e uma
variedade de especialistas no cuidado para a
implantação do Reino de Deus. As diferenças entre os
primeiros e os atuais convocados para assumir uma
vocação enriqueceu e enriquece o conjunto dos que
são convocados. A diversidade de pessoas, de classes
sociais e trabalhadoras que são chamadas e
reorientadas para esse objetivo comum as modela e
reorienta para o serviço, para a missão. Os que são
chamados se tornam discípulos e missionários a
serviço do Reino. No tempo da Igreja apostólica, os
bispos dirigiam e presidiam o rebanho. Com a
liberdade de culto e o crescimento das comunidades,
as tarefas cresceram muito. Por necessidade,
surgiram os presbíteros e diáconos. Desde o início,
também foram instituídos e organizados vários outros
ministérios. Tornar-se discípulo e missionário de
Jesus Cristo é ter o mesmo cuidado e carinho que o
Mestre teve com seu povo de Israel. Seu objetivo
primeiro era: “Ide primeiro às ovelhas perdidas da
casa de Israel”. Ainda hoje, há uma imensidão de
gente que até já foi batizada, mas que ainda não foi
evangelizada; que não conhece a própria Igreja,
pouco sabe da Bíblia, dos evangelhos, vivendo uma fé
infantil e ingênua. Jesus tinha compaixão daquele
povo que estava sendo manipulado como massa de
manobra e que tinha que servir a um dominador
estrangeiro. A estratégia usada pelo Império Romano
era a do pão, circo e religião. Liberdade desde que
os interesses políticos e econômicos fossem
atendidos. Podiam manter seu culto, suas tradições,
desde que obedecessem às exigências do Império
dominador e dos sacerdotes do templo. Jesus vai
formando uma consciência crítica e combativa. Dá uma
formação necessária a seus apóstolos para “abrir os
olhos dos cegos e levantar os caídos”. A nova
prática religiosa de Jesus e dos seus apóstolos
exercia uma liderança que promovia uma libertação
diferente do povo. As “armas” usadas nessa revolução
foram o amor e o perdão. Eles conseguem desarmar os
inimigos. O novo modo de vida dos cristãos, a
fé, a nova religião que foi se organizando a partir
da política do projeto de Jesus para estabelecer o
Reino de Deus são muito maiores e perenes que o
Império Romano e que César. Levou Jesus à morte com
uma condenação injusta, mas trouxe a vida nova com a
vitória da ressurreição.
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