SÃO PAULO 1 DE ABRIL DE 2007 ANO 31 Nº 22 C

 

Domingo de Ramos

 

C. Irmãos e irmãs, sejam bem-vindos. Com ramos verdes nas mãos, a liturgia de hoje nos convida a aclamar Jesus como o Messias, que veio realizar as promessas dos profetas e instaurar o Reino de Deus. Também, nesta celebração, nos é anunciada a Paixão do Senhor, que nos mostra o grande gesto de amor dado pelo nosso Rei para a salvação da  humanidade. Na certeza da vitória de Cristo, iniciemos a Semana Santa, fazendo memória à entrada triunfal de Jesus em Jerusalém. Cantemos:

 

1. ABERTURA  (HL2, p.150)

Hosana ao Filho de Davi! (bis)

1. Bendito o que vem em nome do Senhor!

2. Rei de Israel, hosana nas alturas!

Hosana hey (Vamos Cantar, p.520)

Hosana hey! Hosana há! Hosana hey! Hosana hey! Hosana há!

1. Ele é o santo, é o Filho de Maria, é o Deus de Israel, é o Filho de Davi!

2. Vamos a ele com as flores dos trigais, com os ramos de oliveiras, com alegria e muita paz.

2. SAUDAÇÃO

P. Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo.

T. Amém.

P. O Deus da esperança, que nos cumula de toda alegria e paz em nossa fé, pela ação do Espírito Santo, esteja convosco.

T. Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

P. Meus irmãos e irmãs: durante as cinco semanas da Quaresma preparamos os nossos corações pela oração, pela penitência e pela caridade. Hoje nos reunimos e vamos iniciar, com toda a Igreja, a celebração da Páscoa de nosso Senhor. Para realizar o mistério de sua morte e ressurreição, Cristo entrou em Jerusalém, sua cidade. Celebrando com fé e piedade a memória desta entrada, sigamos os passos de nosso Salvador para que, associados pela graça à sua cruz, participemos também de sua ressurreição e de sua vida.

 

3. BÊNÇÃO DOS RAMOS

P. Oremos (silêncio): Deus eterno e todo-poderoso, abençoai V estes ramos, para que seguindo com alegria o Cristo, nosso Rei, cheguemos por ele à eterna Jerusalém. Por N.S.J.C.

T. Amém.

Aquele que preside asperge os ramos em silêncio. Toma um ramo grande e bonito e o prende à haste da cruz processional.

 

4. EVANGELHO (Lc 19, 28-40)

P. O Senhor esteja convosco.

T. Ele está no meio de nós.

P. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

T. Glória a vós, Senhor.

P. Naquele tempo,

28Jesus caminhava à frente dos discípulos,

subindo para Jerusalém.

29Quando se aproximou de Betfagé e Betânia,

perto do monte chamado das Oliveiras,

enviou dois de seus discípulos, dizendo:

30“Ide ao povoado ali na frente.

Logo na entrada encontrareis um jumentinho amarrado,

que nunca foi montado.

Desamarrai-o e trazei-o aqui.

31Se alguém, por acaso, vos perguntar:

‘Por que desamarrais o jumentinho?’,

respondereis assim: ‘O Senhor precisa dele’”.

32Os enviados partiram e encontraram tudo

exatamente como Jesus lhes havia dito.

33Quando desamarravam o jumentinho,

os donos perguntaram:

“Por que estais desamarrando o jumentinho?”

34Eles responderam: “O Senhor precisa dele”.

35E levaram o jumentinho a Jesus.

Então puseram seus mantos sobre o animal

e ajudaram Jesus a montar.

36E enquanto Jesus passava,

o povo ia estendendo suas roupas no caminho.

37Quando chegou perto da descida do monte das Oliveiras,

a multidão dos discípulos,

aos gritos e cheia de alegria,

começou a louvar a Deus

por todos os milagres que tinha visto.

38Todos gritavam:

“Bendito o Rei, que vem em nome do Senhor!

Paz no céu e glória nas alturas!”

39Do meio da multidão, alguns dos fariseus

disseram a Jesus:

“Mestre, repreende teus discípulos!”

40Jesus, porém, respondeu:

“Eu vos declaro:

se eles se calarem, as pedras gritarão”.

– Palavra da salvação.

T. Glória a vós, Senhor.

 

5. PROCISSÃO

P. Irmãos e irmãs, imitando o povo que aclamou Jesus, comecemos com alegria, nossa procissão.

6. CANTO DA PROCISSÃO

(Sl 24(23) HL 2 p. 26)

Os filhos dos hebreus, com ramos de palmeira, correram ao encontro de Jesus, nosso Senhor, cantando e gritando: “Hosana, ó Salvador!” Cantando e gritando: “Hosana, ó Salvador!”

1. O mundo e tudo o que tem nele é de Deus, a terra e os que aí vivem, todos seus! Foi Deus que a terra construiu por sobre os mares, no fundo do oceano, seus pilares!

2. Quem é, quem é, então, quem é o Rei da Glória?... O Deus forte Senhor da nossa história! Portões antigos se escancarem, vai chegar, alerta, o rei da glória vai entrar!

3. Quem é, quem é, então, quem é o Rei da glória?... O Deus que tudo pode é o Rei da glória! Aos Três, ao Pai, ao Filho e ao Confortador da Igreja que caminha o louvor!

 

Eis a procissão do Rei (HL2, p. 37)

1. Eis a procissão do Rei, nosso Deus, ao seu santuário, seguido dos seus! (bis)

2. À frente, cantores; atrás, tocadores; no meio vão jovens, tocando tambores. (bis)

3. Uni-vos em coros, a Deus bendizei, vós, moços e idosos, cantai vosso Rei! (bis)

4. Ó Deus, manifesta teu grande poder, ofertas e dons irás receber! (bis)

5. Reprime os ferozes, os fortes que exploram, que oprimem teus pobres e a guerra promovem. (bis)

6. Do sul e do norte os povos se achegam, humildes se dobram; a ti, Deus, adoram. (bis)

7. Cantai ao Senhor, ó reinos da terra, ao Deus poderoso, que tudo governa! (bis)

 

7. ORAÇÃO

P. Oremos (silêncio): Deus eterno e todo-poderoso, para dar aos homens um exemplo de humildade, quisestes que o nosso Salvador se fizesse homem e morresse na cruz. Concedei-nos aprender o ensinamento da sua paixão e ressuscitar com ele em sua glória. Por N.S.J.C.

T. Amém.

 

8. PRIMEIRA LEITURA (Is 50, 4-7)

C. Para nós, cristãos, Jesus Cristo se identifica com a figura do “servo sofredor” anunciado por  Isaías, pois, sendo fiel ao Pai, Ele se entrega livremente por amor a nós.

Leitura do Livro do Profeta Isaías.

4O Senhor Deus deu-me língua adestrada,

para que eu saiba dizer

palavras de conforto à pessoa abatida;

ele me desperta cada manhã e me excita o ouvido,

para prestar atenção como um discípulo.

5O Senhor abriu-me os ouvidos;

não lhe resisti nem voltei atrás.

6Ofereci as costas para me baterem

e as faces para me arrancarem a barba;

não desviei o rosto de bofetões e cusparadas.

7Mas o Senhor Deus é meu auxiliador,

por isso não me deixei abater o ânimo,

conservei o rosto impassível como pedra,

porque sei que não sairei humilhado.

- Palavra do Senhor.

T. Graças a Deus.

 

9. SALMO RESPONSORIAL 22(21) CD (XIV fx 15)

Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes? E ficais longe de meu grito e minha prece?

1. Riem de mim todos aqueles que me vêem, torcem os lábios e sacodem a cabeça: Ao senhor se confiou, ele o liberte e agora o salve, se é verdade que ele o ama!

2. Cães numerosos me rodeiam furiosos e por um bando de malvados fui cercado. Trans-passaram minhas mãos e os meus pés. E eu posso contar todos os meus ossos.

3. Eles repartem entre si as minhas vestes e sorteiam entre eles minha túnica. Vós, porém, ó meu Senhor, não fiqueis  longe, ó minha força, vinde logo em meu socorro!

4. Anunciarei o vosso nome a meus irmãos e no meio da assembléia hei de louvar-vos! Vós que temeis ao Senhor Deus, dai-lhe louvores e glorificai-o, descendentes de Jacó!

 

10. SEGUNDA LEITURA (Fl 2, 6-11)

C. Esvaziando-se de sua condição divina Jesus Cristo assume a Sua existência humana até o extremo da cruz. Por causa disso, Ele é exaltado por ação soberana de Deus.

Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses

6Jesus Cristo, existindo em condição divina,

não fez do ser igual a Deus uma usurpação,

7mas ele esvaziou-se a si mesmo,

assumindo a condição de escravo

e tornando-se igual aos homens.

Encontrado com aspecto humano,

8humilhou-se a si mesmo,

fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz.

9Por isso, Deus o exaltou acima de tudo

e lhe deu o Nome que está acima de todo nome.

10Assim, ao nome de Jesus,

todo joelho se dobre no céu,

na terra e abaixo da terra,

11e toda língua proclame:

“Jesus Cristo é o Senhor”,

para a glória de Deus Pai.

- Palavra do Senhor.

T. Graças a Deus.

 

11. ACLAMAÇÃO AO ANÚNCIO DA PAIXÃO (CD XIII Fx 17)

C. A missão de Jesus chega até a cruz, onde  se apresenta o infinito amor de Deus por nós e se concretiza  a nossa salvação.

Louvor a vós, ó Cristo, rei da eterna glória.

Jesus Cristo se tornou obediente, obediente até a morte numa cruz.* Pelo que o Senhor Deus o exaltou, e deu-lhe um nome muito acima de outro nome.

 

12. ANÚNCIO DA PAIXÃO (Lc 23, 1-49 )

N (Narrador): Paixão de nosso Senhor Jesus Cristo segundo Lucas

– Naquele tempo,

1toda a multidão se levantou

e levou Jesus a Pilatos.

2Começaram então a acusá-lo, dizendo:

T (Todos): Achamos este homem fazendo subversão entre o nosso povo, proibindo pagar impostos a César e afirmando ser ele mesmo Cristo, o rei.

N: 3Pilatos o interrogou:

L2 (Leitor 2): Tu és o rei dos judeus?

N: Jesus respondeu, declarando:

P (Presidente): Tu o dizes!

N: 4Então Pilatos disse aos sumos sacerdotes e à multidão:

L2: Não encontro neste homem nenhum crime.

N: 5Eles, porém, insistiam:

T: Ele agita o povo, ensinando por toda a Judéia, desde a Galiléia, onde começou, até aqui.

N: 6Quando ouviu isto, Pilatos perguntou:

L2: Este homem é Galileu?

N: 7Ao saber que Jesus estava sob a autoridade de Herodes,

Pilatos enviou-o a este,

pois também Herodes estava em Jerusalém naqueles dias.

8Herodes ficou muito contente ao ver Jesus,

pois havia muito tempo desejava vê-lo.

Já ouvira falar a seu respeito

e esperava vê-lo fazer algum milagre.

9Ele interrogou-o com muitas perguntas.

Jesus, porém, nada lhe respondeu.

10Os sumos sacerdotes e os mestres da Lei

estavam presentes e o acusavam com insistência.

11Herodes, com seus soldados, tratou Jesus com desprezo,

zombou dele, vestiu-o com uma roupa vistosa

e mandou-o de volta a Pilatos.

12Naquele dia Herodes e Pilatos

ficaram amigos um do outro, pois antes eram inimigos

 

13Então. Pilatos convocou os sumos sacerdotes,

os chefes e o povo, e lhes disse:

L2: 14Vós me trouxestes este homem

como se fosse um agitador do povo.

Pois bem! Já o interroguei diante de vós

e não encontrei nele

nenhum dos crimes de que o acusais;

15nem Herodes, pois o mandou de volta para nós.

Como podeis ver, ele nada fez para merecer a morte.

16Portanto, vou castigá-lo e o soltarei.

N: 18Toda a multidão começou a gritar:

T: Fora com ele! Solta-nos Barrabás!

N: 19Barrabás tinha sido preso

por causa de uma revolta na cidade e por homicídio.

20Pilatos falou outra vez à multidão,

pois queria libertar Jesus.

21Mas eles gritavam:

T: Crucifica-o! Crucifica-o!

N: 22E Pilatos falou pela terceira vez:

L2: Que mal fez este homem?

Não encontrei nele nenhum crime que mereça a morte.

Portanto, vou castigá-lo e o soltarei.

N: 23Eles, porém, continuaram a gritar com toda a força,

pedindo que fosse crucificado.

E a gritaria deles aumentava sempre mais.

24Então Pilatos decidiu que fosse feito o que eles pediam.

25Soltou o homem que eles queriam

- aquele que fora preso por revolta e homicídio -

e entregou Jesus à vontade deles.

26Enquanto levavam Jesus,

pegaram um certo Simão, de Cirene,

que voltava do campo,

e impuseram-lhe a cruz para carregá-la atrás de Jesus.

27Seguia-o uma grande multidão do povo

e de mulheres que batiam no peito e choravam por ele.

28Jesus, porém, voltou-se e disse:

P: Filhas de Jerusalém, não choreis por mim!

Chorai por vós mesmas e por vossos filhos!

29Porque dias virão em que se dirá:

“Felizes as mulheres que nunca tiveram filhos,

os ventres que nunca deram à luz

e os seios que nunca amamentaram”.

30Então começarão a pedir às montanhas:

“Caí sobre nós!” e às colinas: “Escondei-nos!”

31Porque, se fazem assim com a árvore verde,

o que não farão com a árvore seca?

N: 32Levavam também outros dois malfeitores

para serem mortos junto com Jesus.

33Quando chegaram ao lugar chamado “Calvário”,

ali crucificaram Jesus e os malfeitores:

um à sua direita e outro à sua esquerda.

34Jesus dizia: P: Pai, perdoa-lhes! Eles não sabem o que fazem!

N: Depois fizeram um sorteio,

repartindo entre si as roupas de Jesus.

35O povo permanecia lá, olhando.

E até os chefes zombavam, dizendo:

T: A outros ele salvou. Salve-se a si mesmo,

se, de fato, é o Cristo de Deus, o escolhido!

N: 36Os soldados também caçoavam dele;

aproximavam-se, ofereciam-lhe vinagre,

37e diziam: T: Se és o rei dos judeus, salva-te a ti mesmo!

N: 38Acima dele havia um letreiro:

“Este é o Rei dos judeus”.

N: 39Um dos malfeitores crucificados o insultava, dizendo:

L2: Tu não és o Cristo? Salva-te a ti mesmo e a nós!

N: 40Mas o outro o repreendeu, dizendo:

L1 (Leitor 1): Nem sequer temes a Deus,

tu que sofres a mesma condenação?

41Para nós, é justo,

porque estamos recebendo o que merecemos;

mas ele não fez nada de mal.

N: 42E acrescentou:

L1: Jesus, lembra-te de mim,

quando entrares no teu reinado.

N: 43Jesus lhe respondeu:

P: Em verdade eu te digo:

ainda hoje estarás comigo no paraíso.

N: 44Já era mais ou menos meio-dia

e uma escuridão cobriu toda a terra

até às três horas da tarde, 45pois o sol parou de brilhar.

A cortina do santuário rasgou-se pelo meio,

46e Jesus deu um forte grito:

P: Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito.

N: Dizendo isso, expirou/morreu.

(Todos se ajoelham por um instante).

N: 47O oficial do exército romano viu o que acontecera

e glorificou a Deus dizendo:

L2: De fato! Este homem era justo!

N: 48E as multidões, que tinham acorrido para assistir,

viram o que havia acontecido,

e voltaram para casa, batendo no peito.

49Todos os conhecidos de Jesus, bem como as mulheres

que o acompanhavam desde a Galiléia,

ficaram a distância, olhando essas coisas.

– Palavra da salvação.

T. Glória a vós, Senhor.

 

13. PROFISSÃO DE FÉ

P. Creio em Deus Pai...

 

14. ORAÇÃO DOS FIÉIS

P. No início desta Semana Santa, diante do Cristo que se oferece por amor a nós, elevemos a Deus os nossos pedidos:

T. Salvai-nos, Senhor.

1. Ó Deus, favorecei a vossa Igreja, para que, diante da Paixão do vosso Filho Jesus Cristo, possa ela ser mais plenamente purificada pelo sangue de Seu esposo. Por isso, nós vos pedimos.

2. Ó Deus, concedei a todos nós que sejamos conduzidos pela Paixão e a Cruz à glória da ressurreição. Por isso, nós vos pedimos.

3. Ó Deus, auxiliai a todos aqueles desfalecem no caminho e tornai os nossos corações capazes de compreender e compartilhar os sofrimentos dos nossos irmãos e irmãs. Por isso nós vos pedimos.

(Outras preces da comunidade)

P. Atendei, ó Deus, às súplicas de vosso povo, para que obtenhamos, pelos méritos da Paixão do vosso Filho, o que não ousamos esperar por nossos méritos. Por Cristo, nosso Senhor.

T. Amém.

 

15. APRESENTAÇÃO DAS OFERENDAS

CD XIII fx 18)

Ó morte, estás vencida * pelo Senhor da vida, * pelo Senhor da vida!

1. O Servo do Senhor * fez sua, nossa dor.

2. De Adão a triste sorte,  * ao Cristo trouxe a morte.

3. Eis o Cordeiro mudo,  * vazio está de tudo.

4. Amou a humilhação, * por ela a redenção.

5. Ao Filho e a ti, Senhora, * chegada é a hora.

6. A espada te feria, * pois, Mãe tu és, Maria.

7. Mãe nossa és, também, * à nossa casa vem!

8. O Sangue no suplício, * selou o sacrifício.

 

16. ORAÇÃO SOBRE AS OFERENDAS

P. Orai, irmãos e irmãs...

P. Ó Deus, pela paixão de nosso Senhor Jesus Cristo, sejamos reconciliados convosco, de modo que, ajudados pela vossa misericórdia, alcancemos pelo sacrifício do vosso Filho o perdão que não merecemos por nossas obras. Por Cristo, nosso Senhor.

T. Amém.

 

17. ORAÇÃO EUCARÍSTICA II

(Pref. MR pág. 231)

P. O Senhor esteja convosco.

T. Ele está no meio de nós.

P. Corações ao alto.

T. O nosso coração está em Deus.

P. Demos graças ao Senhor, nosso Deus.

T. É nosso dever e nossa salvação.

P. Na verdade, é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo lugar, Senhor, Pai Santo, Deus eterno e todo-poderoso, por Cristo, Senhor nosso. Inocente, Jesus quis sofrer pelos peca-dores. Santíssimo, quis ser condenado a morrer pelos criminosos. Sua morte apagou nossos pecados e sua ressurreição nos trouxe vida nova. Por ele, os anjos cantam vossa grandeza e os santos proclamam vossa glória. Concedei-nos também a nós associar-nos a seus louvores, cantando a uma só voz:

T. Santo,Santo, Santo...

P. Na verdade, ó Pai, vós sois santo e fonte de toda santidade. Santificai, pois, estas oferendas, derramando sobre elas o vosso Espírito, a fim de que se tornem para nós o Corpo V  e o Sangue de Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor nosso.

T. Santificai nossa oferenda, ó Senhor!

P. Estando para ser entregue e abraçando livremente a paixão, ele tomou o pão, deu graças e o partiu e deu a seus discípulos, dizendo:

TOMAI, TODOS, E COMEI: ISTO É O MEU CORPO, QUE SERÁ ENTREGUE POR VÓS.

Do mesmo modo, ao fim da ceia, ele tomou o cálice em suas mãos, deu graças novamente, e o deu a seus discípulos, dizendo:

TOMAI, TODOS, E BEBEI: ESTE É O CÁLICE DO MEU SANGUE, O SANGUE DA NOVA E ETERNA ALIANÇA, QUE SERÁ DERRAMADO POR VÓS E POR TODOS, PARA REMISSÃO DOS PECADOS. FAZEI ISTO EM MEMÓRIA DE MIM.

Eis o mistério da fé!

T. Todas as vezes que comemos deste pão e bebemos deste cálice, anunciamos, Senhor, a vossa morte, enquanto esperamos a vossa vinda!

P. Celebrando, pois, a memória da morte e ressurreição do vosso Filho, nós vos oferecemos, ó Pai, o pão da vida e o cálice da salvação; e vos agradecemos porque nos tornastes dignos de estar aqui na vossa presença e vos servir.

T. Recebei, ó Senhor, a nossa oferta!

P. E nós vos suplicamos que, participando do Corpo e Sangue de Cristo, sejamos reunidos pelo Espírito Santo num só corpo.

T. Fazei de nós um só corpo e um só espírito!

P. Lembrai-vos, ó Pai, da vossa Igreja que se faz presente pelo mundo inteiro: que ela cresça na caridade, com o Papa Bento, com o nosso bispo N., os bispos auxiliares e todos os ministros do vosso povo.

T. Lembrai-vos, ó Pai da vossa Igreja!

P. Lembrai-vos também dos nossos irmãos e irmãs que morreram na esperança da ressurreição e de todos os que partiram desta vida: acolhei-os junto a vós na luz da vossa face.

T. Lembrai-vos, ó Pai, dos vossos filhos!

P. Enfim, nós vos pedimos, tende piedade de todos nós e dai-nos participar da vida eterna, com a Virgem Maria, Mãe de Deus, com os santos Apóstolos e todos os que neste mundo vos serviram, a fim de vos louvarmos e glorificarmos por Jesus Cristo, vosso Filho.

T. Concedei-nos o convívio dos eleitos!

P. Por Cristo, com Cristo...

T. Amém.

 

18. PAI NOSSO

19.  CANTO DE COMUNHÃO Sl 116(114)

(CD XIII fx 13)

“Eu vim para que todos tenham vida, * que todos tenham vida plenamente”.

1. Reconstrói a tua vida em comunhão com teu Senhor; * reconstrói a tua vida em comunhão com teu irmão: * onde está o teu irmão, eu estou presente nele.

2. “Eu passei fazendo o bem, eu curei todos os males”; * hoje és minha presença junto a todo sofredor: * onde sofre o teu irmão, eu estou sofrendo nele.

3. “Entreguei a minha vida pela salvação de todos”; * reconstrói, protege a vida de indefesos e inocentes: * onde morre o teu irmão, eu estou morrendo nele.

4. “Vim buscar e vim salvar o que estava já perdido” * busca, salva e reconduze a quem perdeu toda a esperança: * onde salvas teu irmão, tu me estás salvando nele.

5. “Este pão, meu corpo e vida para a salvação do mundo”; * é presença e alimento nesta santa comunhão: * onde está o teu irmão, eu estou, também, com ele.

6. “Salvará a sua vida quem a perde, quem a doa”; * “Eu não deixo perecer nenhum daqueles que são meus”; * onde salvas teu irmão, tu me estás salvando nele.

20. ORAÇÃO APÓS COMUNHÃO

P. Oremos (silêncio): Saciados pelo vosso sacramento, nós vos pede-los, ó Deus: como pela morte do vosso Filho nos destes esperar o que cremos, dai-nos pela sua ressurreição alcançar o que buscamos. Por Cristo, nosso Senhor.

T. Amém.

 

21. BÊNÇÃO E DESPEDIDA

Por conta de quem preside.

 

22. CANTO FINAL  (VC 506)

1. Tomaste nos ombros a cruz seguindo o caminho da dor. Tomamos também nossa cruz e vamos contigo Senhor.

2. No dia supremo da dor na hora em que ao Pai entregaste, as culpas de todos os tempos nos braços da cruz expiaste.

 

 

 

LEITURAS DA SEMANA: de 2 a 5 de abril de 2007

 

•2ª Is 42, 1-7: Sl 26 (27), 1. 2. 3. 13-14  1a); Jo 12, 1-11

•3ª- Is 49, 1-6; Sl 70 (71), 1-2. 3-4a. 5-6ab. 15 e 17(R cf. 15); Jo 13, 21-33.36-38

• 4ª- Is 50, 4-9a; Sl 68 (69), 8-10. 21bcd-22. 31 e 33-34 (R 14c e b); Mt 26, 14-25