Durante as
madrugadas dos dias 19 e 22 de agosto de 2004, 15 pessoas em situação
de rua foram cruelmente atacadas no centro da cidade de São Paulo.
Todos levaram golpes na cabeça e 7 deles morreram. Por enquanto, o que
prevalece é a impunidade.
A Pastoral do
Povo da Rua, em parceria com organizações sociais que trabalham com a
população de rua, realizaram, ao longo desses 3 anos, manifestações em
memória dos mortos que ficaram conhecidas como: Atos pela Vida.
Dos acusados,
apenas o policial militar Francisco Eduardo da Silva foi condenado a
19 anos e 20 dias pela co-participação na morte de Priscila Machado da
Silva, testemunha do massacre dos 7 moradores de rua.
A Programação
começou ontem dia 19 com a seguinte programação
Vigília e Ato
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Horas |
Atividades |
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22h |
Ato religioso
pelos mortos no massacre
– Vigília inicia ao cobrir de negro o Marco Zero da cidade para o
luto e o acender de velas para o Ato Ecumênico |
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23h30 |
Apresentação de
teatro –
criada e realizada por um grupo de moradores
de rua |
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1h |
Apresentação de
vídeo
– registro da memória do massacre, denúncias e
mobilizações solidárias contra a violência. |
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1h30 |
Partilha na tenda
– contexto da cidade e reflexão com Professor
Fernando Altemeyer Jr. |
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Convivência e
silêncio |
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3h |
Caminhada da
memória dos mortos –
oração em alguns dos locais que ocorreram as mortes. |
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5h |
Café da manhã |
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6h |
Celebração da
vida
– descobrir o Marco Zero ao amanhecer, música, dança da vida |
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8h |
Cantoria Popular |
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10h |
Ato Público nas
escadarias da Catedral da Sé –
com o povo da
rua, organizações sociais, autoridades solidárias, entidades de
diferentes religiões. |