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Dom Manuel foi nomeado
Administrador Apostólico
da Arquidiocese de São Paulo
Mensagem de Dom Manuel à
Arquidiocese
O que é Administrador
Apostólico?
A Arquidiocese de São
Paulo comunica que, no dia 03 de dezembro de 2006, Sua Santidade o Papa
Bento XVI nomeou o Bispo Auxiliar de São Paulo e responsável pela Região
Episcopal Sé sua Excia. Rvma. Dom Manuel Parrado Carral
Administrador
Apostólico da Arquidiocese de São Paulo, que exercerá o cargo até a posse
canônica do novo Arcebispo, que será oportunamente nomeado pelo Santo Padre.
Dados biográficos de Dom Manuel Parrado Carral
Lema: "Anunciamos Jesus Cristo"
Dom Manuel Parrado Carral nasceu em San Roman, Conselho de Santiso,
província de La Coruña, Espanha, em 29 de Setembro de 1946.
Seus pais, José Maria Parrado Agra e Concepcion Carral Rodrigues, vieram com
a família para o Brasil quando ele contava com 11 anos de idade. Fixaram
residência no Município de São Caetano do Sul, São Paulo.
Concluiu o curso primário, iniciado em sua terra natal, no Grupo Escolar
Padre Alexandre Grigolli e cursou o ginásio no Instituto de Ensino Barão do
Rio Branco, ambos em São Caetano do Sul.
Em 1965 ingressou no Seminário Santo Cura D’Ars, na Freguesia do Ó, da
Arquidiocese de São Paulo onde cursou o colegial.
Cursou Filosofia na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras Nossa Senhora
Medianeira dos padres jesuítas, em São Paulo.
O curso de Teologia foi iniciado no Instituto de Filosofia e Teologia de São
Paulo e concluído no Seminário Central da Imaculada Conceição do Ipiranga,
da Arquidiocese de São Paulo.
Foi ordenado Sacerdote para a Diocese de Santo André, por Dom Jorge Marcos
de Oliveira aos 10 de Dezembro de 1972.
Na Diocese do Grande ABC exerceu, entre outras, as seguintes funções:
-Iniciou sua atividade ministerial como Vigário Cooperador da Paróquia de
Santa Cruz em Santo André, de 1973 a 1976;
-Foi nomeado pároco da Paróquia da Imaculada Conceição de Diadema onde
trabalhou de 1977 a 1985 organizando as diversas pastorais necessárias para
uma realidade de migrações em massa. Atuou junto aos grupos populares que
buscavam conscientizar o povo de seus direitos fundamentais. Procurou ajudar
na transformação social e política principalmente através da educação de
base e na organização de comunidades de base nos diversos bairros. Motivou a
organização dos leigos a assumir a urbanização das favelas começando com a
primeira experiência de construção em mutirão com solo-bloco na favela do
Parque Real. Incentivou a organização de grupos de compra comunitária
chegando a mais de 70 grupos.
-Em 1979 assumiu também a Paróquia de Nossa Senhora dos Navegantes, no
Bairro de Eldorado, direcionando sua pastoral para a mesma experiência. Por
se tratar de um bairro na época sem saneamento básico, com vários córregos
que recebiam esgoto não tratado em direção à represa Billings, deu ênfase á
organização da Pastoral da Saúde, preparando agentes para conscientizar a
população, para atender necessidades básicas e para reivindicar as obras
necessárias de infra estrutura.
-Em 1986 se ofereceu para trabalhar como missionário no Projeto Igrejas
Irmãs da Diocese de Santo André e Santarém na Estrada Cuiabá-Santarém no Sul
do Estado do Pará. Ali permaneceu até 1988 atendendo pastoralmente a uma
extensão de mais ou menos de 700 km. e vicinais, que ia da Estrada
Transamazônica até a divisa do Mato Grosso, onde havia 47 Comunidades e
diversos Garimpos cuja maioria da população provinha dos estados do Sul do
país e do Maranhão. Os do Sul normalmente trabalhavam na agricultura de
subsistência enquanto os maranhenses se aventuravam nos garimpos.
-De volta ao ABC, em 1989, foi nomeado por Dom Cláudio Hummes, reitor do
Seminário de Teologia da Diocese de Santo André e, no mesmo período foi
pároco da Paróquia de São Bento, em São Caetano do Sul. Exerceu essas
funções até 1998. Como formador dos futuros padres diocesanos organizou o
seminário onde foram formados um bom número de padres que hoje atuam nas
comunidades do Grande ABC.
-Desde 14 de fevereiro de 1999 até 02 de janeiro de 2001, foi Pároco da
Catedral Nossa Senhora do Carmo de Santo André.
Foi nomeado Bispo Titular de Giunca di Bizacena e Auxiliar da Arquidiocese
de São Paulo aos 03 de janeiro de 2001 sendo ordenado Bispo em São Paulo aos
10 de Março de 2001 pelo Cardeal Arcebispo Dom Cláudio Hummes.
Assumiu em 10 de março de 2001, como Bispo Auxiliar de São Paulo, exercendo
o cargo de Vigário Episcopal para a Região Sé.
No dia 27 Julho 2002, Dom Cláudio Hummes nomeou Dom Manuel Parrado Carral
Vigário Geral, moderador da Cúria Metropolitana e responsável pelos
Institutos de Vida Consagrada.
Recebeu da Câmara Municipal de São Caetano do Sul, no dia 03 de julho de
2003, o título de “Cidadão Sulsancaetanense”, na Paróquia de São Bento.
Recebeu da Câmara Municipal de São Paulo, no dia 11 de setembro de 2004, o
título de “Cidadão Paulistano”, no Palácio Anchieta.
Recebeu da Câmara Municipal de Diadema, no dia 25 de setembro, o título de
“Cidadão Diademense” na Igreja da Imaculada Conceição.
No dia 18 de julho de 2006, assumiu como Bispo responsável pelos Seminários
Arquidiocesanos, pelos diáconos permanentes e pela Pastoral Vocacional, além
de continuar sendo Vigário Geral e moderador da Cúria Metropolitana e Bispo
responsável pela Região Episcopal Sé.
Em 03 de dezembro de 2006, foi nomeado pela Sua Santidade o Papa Bento XVI
Administrador Apostólico da Arquidiocese de São Paulo, cargo que exercerá
até a posse canônica do novo Arcebispo, que será oportunamente nomeado pelo
Santo Padre.
À ARQUIDIOCESE DE SÃO PAULO
Tendo
sido nomeado pelo Papa, Administrador Apostólico da Arquidiocese de São
Paulo, no dia 03 de dezembro de 2006, para governar interinamente a mesma
até a posse canônica do novo Arcebispo, venho dirigir minhas saudações à
Arquidiocese e dizer que conto com o apoio e a colaboração de todos e pedir
que rezem por mim.
1. Quero trabalhar muito próximo e em unidade
com os meus irmãos Bispos com os quais partilharei a missão de conduzir a
Igreja Particular de São Paulo nesse momento de transição até a posse do
novo Arcebispo, dando esperança e fortalecendo na fé o nosso povo,
principalmente os mais pobres e excluídos;
2. Quero estar junto aos padres, diáconos,
religiosos e religiosas, consagrados e consagradas e a todos os agentes de
pastoral leigos e leigas no seu trabalho cotidiano de anunciar e testemunhar
Jesus Cristo nessa grande cidade;
3. Quero animar os padres formadores nos nossos
Seminários e todos os que trabalham com a Pastoral Vocacional a continuarem
com entusiasmo a missão de motivar e formar padres para a nossa
Arquidiocese;
4. Quero dirigir aos nossos Seminaristas uma
palavra de esperança e ânimo para que continuem com alegre doação seu
processo formativo;
5. Quero afirmar que durante a Sede Vacante,
conto com o empenho de todos, para que a Arquidiocese de São Paulo possa
continuar o seu trabalho de evangelizar a cidade com todo o dinamismo e
ardor missionário que lhe é característico;
6. Peço licença para esclarecer alguns pontos
jurídicos:
6.1. Ao Administrador Apostólico
são concedidas todas as faculdades de Bispo Diocesano, embora
com o regime de Sede Vacante;
6.2. Com a Sede Vacante cessam os
ofícios de
Vigários Gerais, não Bispos, do
Conselho de
Presbíteros e do
Conselho de Pastoral;
6.3. O Administrador Apostólico pode
confirmar, em forma delegada, os Vigários Gerais e outros encargos que se
fizerem necessários para o bom andamento pastoral da Arquidiocese, o que
estou fazendo em comunicado dirigido a todos;
6.4. O
Colégio dos Consultores deverá
ser convocado pelo Administrador Apostólico quando se fizer necessário, em
situações específicas;
7. Convido a todos para que permaneçamos unidos
em oração, trabalhando em comunhão e garantindo a unidade desta Igreja
Particular de São Paulo que se coloca, com o coração aberto, à espera de
acolher com alegria o novo Pastor que, cremos, será em breve nomeado pelo
Santo Padre;
8. Que Nossa Senhora da Assunção, nossa Mãe e
São Paulo Apóstolo Titulares de nossa Catedral, Santana padroeira da
Arquidiocese intercedam por nós junto ao Pai para que vivamos esse momento
do Advento como a grande promessa de novos tempos.
São Paulo, 04 de dezembro de 2006.
Dom Manuel Parrado Carral
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