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Vocações e Ministérios |
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CENTRO VOCACIONAL ARQUIDIOCESANO - CVA
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2° Congresso Vocacional do Brasil
“ A proposta do 2º Congresso Vocacional do Brasil está no espírito da co-responsabilidade eclesial onde todos os membros da Igreja, sem exceção, têm a graça e a responsabilidade do cuidado pelas vocações.” (Dom Anuar Batistti, apresentando o texto-base, p.06)
2° Congresso Vocacional do Brasil 02 a 06 de Setembro de 2005 - ltaici – lndaiatuba SP Tema: Igreja, povo de Deus a serviço da vida. Lema: “Ide também vós para a minha vinha!” (Mt 20,4) Objetivo Geral: Animar e celebrar a caminhada vocacional da Igreja, povo de Deus, a serviço da vida. Objetivos específicos: 1. Reafirmar a consciência de que a Igreja é povo de Deus, assembléia dos chamados (PdV 34), convocada e reunida pela Trindade (LG 4); 2. Proclamar a vocação universal à santidade, na diversidade das vocações, dos carismas e dos ministérios (LG 5), para a formação e o desenvolvimento da vida em comunidade eclesial (DGAE 117); 3. Assumir com renovado ardor o incentivo e a organização de meios para o surgimento e acompanhamento das vocações para os ministérios ordenados, vida consagrada e ministérios dos cristãos leigos e leigas (PdV 39); 4. Fortalecer a convicção de que toda vocação é para a missão e serviço à humanidade, particularmente aos pobres e excluídos (GS). Justificativas: - O contexto dos 40 anos das conclusões do Concílio Vaticano II que resgatou os conceitos de Povo de Deus, vocação à santidade, carismas e ministérios; - A caminhada da Igreja no Brasil com seus avanços na consciência vocacional, na prática dos ministérios e na organização da Pastoral Vocacional como verdadeiro serviço de animação vocacional (SAV); - Continuidade da caminhada com os marcos referenciais do 1º Congresso Vocacional e do Ano Vocacional 2003. Texto-base Introdução O Texto-Base está dividido em três partes: 1. Memória da caminhada vocacional no Brasil; 2. Iluminação bíblica (Mt 20,1-16); 3. Fundamentos teológicos e indicações pastorais. 1. Memória da animação vocacional no Brasil a) A celebração do 2º Congresso Vocacional do Brasil situa-se dentro de uma caminhada; b) O cristianismo é a religião da memória e do memorial; c) Objetivos da memória: a) agradecer; b) aprender; c) purificar a história. 1.1. Período anterior ao Vaticano II (15-18) . Regime de cristandade: todos devem ser católicos; . Implantação da contra-reforma; . Influência do Concílio de Trento: implantação dos seminários; . A vocação é confundida com a vocação do padre; . A PV é “Obra das Vocações Sacerdotais” (OVS). 1.2. A partir do Concílio Vaticano II (19-23) — Reviravolta: a Igreja é o Povo de Deus a serviço da humanidade; — A Igreja do Brasil preparada para acolher a novidade; — Iniciativas para suscitar a consciência vocacional no Povo de Deus; — 1971: criação do Setor Vocações e Ministérios da CNBB; — As vocações específicas são vistas a partir da vocação batismal. 1.3. A grande crise de vocações (24-26) — Final da década de 60 até início da década de 80; — Fruto normal da clareza conciliar; — A Igreja do Brasil encara a crise com humildade e determinação; — Procura verificar o que estava por trás da crise e aprender com ela; — Inicia-se um processo de mudança na metodologia da animação vocacional. 1.4. A retomada do dinamismo vocacional (27-30) — A crise abriu novos horizontes: maior atenção aos cristãos leigos e leigas e aos novos ministérios; — Superação do clericalismo; — Igreja dinâmica, inserida, comprometida, inclusive com o martírio. 1.5. Novo vigor vocacional (31-43) — 1981: 19ª Assembléia Geral da CNBB; — Três iniciativas: a) Ano Vocacional (1983); b) Mês Vocacional (Agosto); c) Guia Pedagógico (esboço de teologia da vocação); — Resultados: a) Conscientização vocacional; b) Organização da PV nos Regionais, Dioceses e Paróquias; — Os Sínodos de Bispos sobre as vocações específicas; — Documentos da CNBB; — Instituto de Pastoral Vocacional (1993); — 1º Congresso Vocacional do Brasil (1999); — 2001: Ministerialidade da Igreja e Ministérios; — 2º Ano Vocacional (2003). Para refletir: 1. Que outros marcos significativos da memória vocacional você gostaria de ressaltar? 2. Em que direção a memória esta apontando? 3. De que precisamos nos purificar? 2. Chamados e enviados à vinha do Senhor Iluminação bíblica 2.1. O texto de Mt 20,1-16 (44-53) — A moldura do texto: os últimos serão os primeiros; — O contexto social e político da comunidade de Mateus; — Proposta de inversão de valores e de verdadeira reviravolta; — O ponto forte da parábola: o acerto de contas no final do dia. 2.2. A vinha do Senhor: uma parábola vocacional (54-60) — Todas as pessoas são chamadas a participar; — A vinha é símbolo da Igreja, comunidade vocacional; — Igual dignidade: não há espaço para privilégios e regalias; — Cultivo da fraternidade, da sororidade e da minoridade; — Convite à Igreja a ter um coração missionário; — A Igreja é a assembléia dos chamados (ekklesía) na diversidade de dons e ministérios; — O perigo da redução do conceito de vocação. 2.3. Igreja: comunidade vocacional (61-66) , — A iniciativa de chamar é sempre de Deus; — Jesus chama as pessoas lá onde elas se encontram; — A história vocacional como processo e itinerário; — Eclesialidade e catolicidade da animação vocacional; — Dimensão comunitária do serviço missionário; — Superação do clericalismo e da auto-suficência; — O protagonismo de uns não deve inibir a vocação dos outros; — Ninguém tem o monopólio dos dons e ministérios; — Todas as vocações e ministérios são importantes. 2.4. A praça: lugar vocacional (67-69) — A praça como lugar tipicamente urbano; — Convite a pensar o fenômeno da urbanização e suas conseqüências; — Urgência da organização de um SAV eficaz e dinâmico. 2.5. O vocacionado que envia (70-72) — Jesus, vocacionado do Pai; — Ele chama e envia a qualquer hora; — O chamado e o envio são para o serviço, para a missão; — Alerta contra a tentação da vaidade e do poder. 2.6. Da murmuração à gratuidade (73-75) — A parábola, hoje, nos alerta para os dramas do carreirismo eclesiástico; — Propõe a busca dos ausentes e do acolhimento dos que chegam; — Coloca a questão da revisão da instituição e do sistema eclesiástico. 2.7. A santidade dos trabalhadores da vinha (76-81) — A santidade como acolhida e disponibilidade, adesão e compromisso; — A dimensão missionária da vocação cristã; — A qualidade do serviço; — A gratuidade e o amor; — Superação da teologia do mérito e da retribuição; — Questão eclesiológica: qual Igreja para a animação vocacional? — Uma denúncia: uma Igreja que não chama; — Uma provocação: ausência de lideranças e profetas. Para refletir: 1. Hoje, quem está excluído da animação vocacional da Igreja? 2. O que podemos fazer para incluir quem está ficando esquecido? 3. O que sua comunidade está fazendo para chamar novas vocações? 3. Fundamentos teológicos e indicações pastorais 3.1. Origem trinitária da vocação (82-89) — Igreja aberta à inclusão de todas as pessoas; — A missão dos batizados: dar testemunho; — A Igreja é Ekklesía, convocação; — Igreja, ícone do mistério trinitário; — Conseqüências: a) dimensão vocacional de toda a evangelização; b) legitimidade da diversidade de vocações e ministérios; c) necessidade do discernimento vocacional. 3.2. Vocação universal à santidade (90-95) — A santidade como vocação fundamental e primordial; — A santidade como dinâmica normal da vida; — A santidade como seguimento e como discipulado; — Compromissos para o SAV: a) propor a santidade como caminho normal; b) valorizar a vocação batismal; c) defender a diversificação do jeito de ser santo ou santa. 3.3. Ministerialidade da Igreja e ministérios (96-105) — Um acompanhamento que contemple as três vocações específicas; — Os ministérios ordenados são fundamentais para a estruturação e o dinamismo das comunidades; — Mas a promoção da quantidade não deve deixar de lado a qualidade; — O ministério do diácono permanente: ser ícone do Cristo-Servo e “presidir” o serviço da caridade da Igreja; — A vocação e a missão da vida consagrada: o “ministério profético”, isto é, ser sinal escatológico do Reino e falar em nome de Deus a todas as pessoas; — Os cristãos leigos e leigas: também eles são convidados para a vinha do Senhor; — O SAV não pode deixar de lado a promoção da vocação dos cristãos leigos e leigas; — O SAV precisa estar atento não só para a diversidade de vocações, mas também para a diversidade de ministérios; — É tarefa do SAV suscitar e acompanhar todos os ministérios dos quais a comunidade necessita para o exercício de sua missão; — Ver os ministérios não-ordenados como vocação divina e não apenas como suplência. 3.4. Missão: serviço diversificado na vinha (106-111) — Os ministérios são diversificados: reconhecidos, confiados, instituídos e ordenados; — O âmbito do exercício dos ministérios: Palavra, Liturgia e Caridade; — Importância para a animação vocacional dos ministérios que favorecem a escuta e acolhida da Palavra; — O significado da Liturgia para a animação vocacional da Igreja; — Os ministérios na Igreja são sempre eclesiais e ao mesmo tempo ministérios da caridade; — O SAV deve cuidar para que a evangelização não fique na dependência exclusiva do padre. 3.5. A tarefa do SAV (112-121) — Três urgências: a) Organizar a atividade vocacional; b) Incrementar a espiritualidade da animação vocacional; c) Cuidar do itinerário vocacional; — Criar uma “cultura vocacional”; — Criar organismos e estruturas mínimas que possibilitem o funcionamento da PV; — A necessidade da espiritualidade com as duas dimensões interativas: mística e ascese; — Maria: modelo e exemplo de Igreja vocacionada; — Itinerário: caminho de cultivo e acompanhamento das vocações e ministérios; — Cuidar dos objetivos, metas, métodos e da pedagogia vocacional. Para refletir: 1. A nossa Igreja, hoje, é ícone da Trindade? Por quê? 2. Existe em nós a consciência da universalidade do chamado à santidade? Por quê? 3. Qual a realidade dos ministérios em nossas comunidades? Conclusões — As três direções convergentes: a) inserção do SAV num percurso cheio de vida e dinâmico; b) A Palavra ilumina este caminho; c) Uma reflexão que leva a ação. — A questão vocacional deve estar no coração da Igreja local; — O valor fundamental das Equipes Vocacionais; — O 2° Congresso deseja fazer avançar ainda mais a nossa animação vocacional.
Oração do 2º Congresso Vocacional do Brasil
Senhor da Vinha e Pastor do Rebanho, somos tua Igreja, Povo de Deus a serviço da Vida. Cria em nós a consciência missionária, ajuda-nos a sermos co-responsáveis na Evangelização, escutando o teu mandato: Ide também vós para a minha vinha! Dá-nos, Senhor, servidores do teu Reino: bispos, presbíteros, diáconos, irmãs e irmãos de Vida Consagrada e cristãos leigos e leigas. Que todos respondam com alegria e disponibilidade à tua convocação: Ide também vós para a minha vinha! Transforma o coração da tua Igreja. Que ela seja acolhedora de todas as vocações, saiba discernir com sabedoria a diversidade de dons e carismas suscitados pelo teu Espírito e esteja atenta às necessidades do teu Povo, especialmente dos pobres e excluídos, respondendo ao teu apelo: Ide também vós para a minha vinha! Senhor, faze que, sob o olhar carinhoso de Maria, Mãe e modelo de todos os vocacionados, possamos trabalhar juntos na tua vinha. Amém!
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